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Edição de 29 de outubro de 2026

O Google lançou o Gemini 4 Carbon, que lidera um índice de inteligência de modelos, mas você ainda não consegue usá-lo, porque a liberação será em etapas. Também vale olhar os números da Microsoft e da Alphabet, que mostram de onde vem o dinheiro da IA, e o conceito do dia, que explica por que o maior modelo costuma ser o mais confiável e o mais caro. Entender essas escolhas ajuda a enxergar a IA com menos mistério.

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Lançamentos

Google lança o Gemini 4 Carbon

O Google apresentou o Gemini 4 Carbon, seu novo modelo de IA de ponta, com ganhos em programação, tarefas em que a IA age sozinha e segurança digital. Segundo Emma Roth, do The Verge, o Google destaca que o modelo ficou em primeiro lugar no índice de inteligência da Artificial Analysis (versão 5.0), à frente do Claude Opus 5.5 e do GPT-6 Astra. Ryan Whitwam, do Ars Technica, observa que o modelo chega duas semanas depois do Gemini 4 Argon, é uma melhoria dele e terá liberação em etapas, que pode demorar, então você ainda não consegue usá-lo. Importa porque mostra como a disputa entre os grandes laboratórios continua acirrada, e a melhora em segurança digital pode pesar na escolha de empresas.

Fontes: Google DeepMind Blog (abre em nova aba) · The Verge AI, Emma Roth (abre em nova aba) · Ars Technica AI, Ryan Whitwam (abre em nova aba) · Hacker News (IA) (abre em nova aba)

Big techs

Resultados das big techs mostram o peso da IA nos negócios

Microsoft e Alphabet, dona do Google, divulgaram resultados trimestrais que mostram a IA mexendo com os negócios. Segundo o TechCrunch, a Microsoft teve receita recorde de US$ 92,3 bilhões, alta de 19% sobre um ano antes, e revelou pela primeira vez a receita do Azure, seu serviço de nuvem, em dólares: US$ 33,2 bilhões. A empresa também disse ter obtido US$ 10 bilhões em receita de acordos comerciais com a OpenAI no trimestre, o que mostra o quanto as duas ainda dependem uma da outra. A Alphabet cresceu 25%, para US$ 127,6 bilhões, e anunciou anúncios em buscas com IA em todo o mundo, enquanto o crescimento da publicidade principal desacelera. Isso importa porque indica de onde vem o dinheiro da IA e como ela já altera o modelo de negócio da busca.

O que isso quer dizer

  • Azure: Serviço de computação em nuvem da Microsoft, que aluga servidores e ferramentas pela internet.

Fontes: TechCrunch AI, Aditya Mehta (abre em nova aba) · TechCrunch AI, Lauren Forristal (abre em nova aba) · TechCrunch AI, Rebecca Bellan (abre em nova aba) · TechCrunch AI, Julie Bort (abre em nova aba) · Stratechery, Ben Thompson (abre em nova aba)

Big techs

Anthropic lança painéis de gastos e amplia parceria com o governo dos EUA

A Anthropic, criadora do Claude, lançou ferramentas que mostram às empresas no que estão gastando ao usar seus modelos, segundo Tim Fernholz, do TechCrunch. A reportagem liga a transparência a um IPO planejado, a abertura de capital da empresa. A Anthropic também anunciou, em seu site oficial, que ampliou a parceria com a GSA, órgão de compras do governo americano, para levar o Claude a todos os níveis de governo. O podcast Latent Space, por sua vez, tratou da engenharia por trás da plataforma e do lançamento do Opus 5.5. Para empresas e órgãos públicos, ver o custo da IA ajuda a decidir se vale a pena usá-la.

O que isso quer dizer

  • IPO: Primeira venda de ações de uma empresa ao público, quando ela abre o capital na bolsa.

Fontes: TechCrunch AI, Tim Fernholz (abre em nova aba) · Anthropic News (abre em nova aba) · Latent Space, Latent.Space (abre em nova aba)

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Tamanho do modelo e seus custos

Por que hoje: Um engenheiro explica por que, numa família de modelos, o maior costuma ser o mais confiável e também o mais caro.

Ted Sanders, citado no blog do programador Simon Willison (cocriador do Django), explica que o desempenho de um modelo de linguagem tem muitas dimensões: não há garantia de que o modelo melhor em matemática seja também o melhor em piadas. Mesmo assim, boa parte da variação se explica por uma só variável, o tamanho do modelo, ou seja, a quantidade de parâmetros, os números internos ajustados no treino. Pense numa biblioteca: uma biblioteca maior tende a ter mais livros raros e respostas mais confiáveis, mas custa mais para manter e é mais lenta para consultar. Com os modelos é parecido: os maiores costumam ser mais confiáveis e lembram melhor de fatos obscuros, mas cada token (pedaço de texto, mais ou menos uma sílaba ou palavra curta) custa mais para ser processado. O oposto é o modelo pequeno: barato e rápido, bom para tarefas simples, porém mais propenso a errar e a esquecer detalhes raros. Por isso empresas costumam oferecer uma família de modelos em tamanhos diferentes, e escolher entre eles é decidir quanto você aceita pagar por mais confiabilidade. Na prática, para uma tarefa simples como resumir um e-mail, o pequeno basta; para algo delicado, como revisar um contrato, vale pagar pelo grande. Resumo fácil de lembrar: quanto maior o modelo, mais ele acerta e lembra, e mais caro fica cada token.

Fonte: Simon Willison (abre em nova aba)

O que vale levar daqui: a IA já pesa no bolso das empresas, no código dos sites e até na vizinhança dos data centers. Volte amanhã para mais uma edição.

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